Boca Livre | Blog do Zé Renato

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Blog do cantor Zé Renato

Boca Livre

sábado, 19 de junho de 2010 - Arquivado em /Boca Livre + História

Caros amigos, cá estou eu estreando meu blog onde periodicamente deixarei alguns escritos. Pra começar vai um texto que faz parte de algumas histórias que pretendo reunir e publicar em algum momento.

Boca Livre

A imagem da platéia no teatro Record na tela da tv em preto e branco vibrando diante da apresentação vitoriosa de “Ponteio” interpretada por Edu Lobo, Marília Medalha e o jovem quarteto vocal Momento Quatro formado por Mauricio Maestro, David Tygel, Zé Rodrix e Ricardo Vilas é símbolo do nascimento de uma geração que mudou os rumos da musica popular brasileira e que se movimenta até hoje. A noite do III Festival da Musica Brasileira aconteceu em 21 de outubro de 1967. Corta. Estamos agora no final dos anos 70 onde Mauricio assiste à tv, já colorida, e presta atenção especial a um novato grupo cantando suas próprias canções. O cantor, esse que vos fala, fazia parte do Cantares- diz o cantor: “ foi onde comecei de fato a encarar profissionalmente a música, deixando qualquer outra alternativa de trabalho arquivada pra sempre. Nessa época já tinha assistido a alguns shows da dupla Joyce e Mauricio Maestro no projeto Seis e Meia do Teatro João Caetano e na sala Corpo e Som do MAM antes do incêndio destruir parte do museu. Apesar de ter tirado a carteira da OMB, o que naquele momento de certa maneira oficializava a minha atividade, não me considerava ainda parte daquele time, daquela turma que tanto admirava, em cujos shows eu e meus amigos tornamo-nos figurinhas fáceis. Difícil acreditar que éramos colegas de profissão de Toninho Horta, Milton, Mauricio, Joyce, Paulinho Da Viola, Chico, Hermeto…se eu for falar  dessa turma hoje eu não vou terminar” .

David Tygel, continuou sendo músico mas expandiu suas atividades, criou um projeto musical chamado “Quem Sabe Sobe”, que acontecia nos finais de semana no Morro da Urca onde a idéia básica era programar nomes conhecidos e convidar novos artistas para os shows de abertura . Deu o maior pé. Nessas noites musicais na Praia Vermelha filas gigantescas se formavam a espera do bondinho que os levariam até o cenário de real beleza. Com a cidade a seus pés o público se deliciava vendo shows antológicos protagonizados por  uma seleção de notáveis da MPB. E coube justamente ao “Cantares”  abrir para um de nossos grandes ídolos, Hermeto Paschoal. Depois do show David me fez um convite: contou que ele e Mauricio desejavam formar um novo quarteto vocal e propuseram-me uma reunião. Parti um tanto nervoso para o primeiro encontro marcado no apartamento onde David morava numa rua em Botafogo. Depois do gelo inicial quebrado cantamos algumas musicas, papeamos e saímos de lá com a certeza que estava nascendo ali a idéia básica de um novo  grupo. Assim, pouco mais de vinte anos depois Mauricio e David estavam de volta ao vocal.  Lourenço Baeta foi convidado para completar o quarteto mas preferiu não aceitar para se dedicar a seu próprio disco que estava prestes a ser gravado. Me pediram sugestões de um outro cantor; lembrei imediatamente do companheiro de Colégio Rio de Janeiro e parceiro, o jundiaiense Cláudio Nucci que nessa época integrava o grupo “Semente”. Eu e Cláudio experimentávamos a sensação de cantar pela primeira vez num quarteto.

O nome surgiu quando Mauricio animado com os improvisos vocais que exercitávamos durante os ensaios teve a feliz idéia. Boca Livre começou bem, trabalhando de cara com Hermínio Bello de Carvalho que produzia o primeiro disco do cantor e compositor paraense Vital Lima, no estúdio Hara situado no centro do Rio. Foi quando ouvimos pela primeira vez o som do grupo num estúdio. Nessa mesma época, surgiu o convite que selou a nossa boa sorte. Edu Lobo preparava-se para gravar o disco Camaleão e convocou-nos para os vocais. Participamos da temporada de lançamento no Teatro Casa Grande dirigidos por Fernando Faro e em seguida viajamos pelo projeto Pixinguinha fazendo dupla com Edu através de algumas cidades do norte/nordeste brasileiro. Quando ficávamos sozinhos no palco cantávamos as únicas quatro musicas  ensaiadas até então- Toada, Quem Tem a Viola, Ponta de Areia e Diana . A resposta positiva do público não deixou dúvidas de que estava na hora de partir para o nosso próprio disco. Depois de muitos ensaios na nova casa do David em Santa Teresa completamos o repertório com canções de Geraldo Azevedo, Nelson Ângelo, entre outros.  Animadíssimos com o resultado dos arranjos  resolvemos procurar  alguns produtores  que conhecíamos ligados as principais gravadores do mercado. Mas após frustrantes reuniões ( numa delas um já falecido produtor musical sugeriu que virássemos os Bee Gees  brasileiros), mudamos a estratégia e decidimos seguir as pegadas do compositor e pianista Antonio Adolfo. Alugamos algumas horas no estúdio da Sonoviso situado na Praça Onze e ali gravamos entre julho e agosto de 1979 sob a batuta do técnico Toninho Barbosa e com a generosidade dos amigos/músicos o nosso LP de estréia, totalmente independente. Disco pronto, fomos a luta com o nosso “quinto Boca” João Mário Linhares e conseguimos um feito histórico. Mesmo sem os recursos de distribuição tais como os que temos hoje em dia  e também sem nenhuma espécie de patrocínio, emplacamos algumas musicas nas principais rádios do Brasil resultando numa venda de cem mil cópias entre discos e fitas cassetes e temporadas de shows lotados .

Continuo orgulhosamente a fazer parte dessa  turma. O Boca continua até hoje, feliz e Livre.

foto-velha-boca

2010-06-19  »  zerenato

Respostas x 72

  1. Raquel ferraro
    19 junho 2010 @ 11:41

    Opa, fui a primeira????
    Que delicia saber do inicio do Boca Livre. Lembro-me do primeiro show de vcs que fui, Bicicleta, (em que ano foi isso?)
    Fiquei fascinada quando vi o que todas aquelas bocas podiam fazer livremente com a voz, fantástico. Arranjos lindos. Virei fã e continuo até hoje
    beijo
    Ahh, e não desanime com o blog

  2. Marta Duarte
    19 junho 2010 @ 15:24

    Muito bacana saber dessa história contada por vc mesmo. Conheci o Boca Livre no começo dos anos 80, num show apresentado pelo Projeto Pixinguinha, em Fortaleza (juntamente com Geraldo Azevedo e Elza Maria), acabei vendo as 4 apresentações do show de tão deslumbrada que fiquei com aquelas 4 vozes maravilhosas e mais encantada com a sua voz, que eu teimava em perceber diferente, no meio de vozes já tão perfeitas. Sucesso sempre … beijo!

  3. zerenato
    19 junho 2010 @ 15:47

    obrigado Marta, começamos mesmo nos anos 80, bjs

  4. zerenato
    19 junho 2010 @ 15:57

    obrigado Raquel, continuamos nos divertindo juntos, em breve deve sair um novo cd do Boca, estou bastante animado com o blog, vamos em frente, bjs

  5. Marta Duarte
    19 junho 2010 @ 16:13

    Ainda tenho o vinil “Folia”, que ganhei no meu niver em 1982. Lá se foram 28 anos e ainda está novinho, não pela falta de uso, quase furei, mas pelo zelo que sempre tive com esse bem precioso … rsrs

  6. Rose Gonçalves
    19 junho 2010 @ 16:45

    Muito legal a iniciativa de criar o blog, Zé. Mais um espaço para a gente se comunicar.
    Beijos e luz!

  7. Teresa Cristina
    19 junho 2010 @ 17:59

    Super feliz em saber do blog, parabéns! Assisti vcs no Rival em janeiro. Qdo vcs soltam as vozes, o palco se transforma em um lugar mágico! Avise-nos sobre o próximo show e cd! Um grande beijo!

  8. Cândido
    19 junho 2010 @ 18:20

    Oi Zé,
    Parabéns pelo seu blog…e viva o Boca Livre, o melhor quarteto vocal do Brasil! Fiquei muito feliz de revê-los em Ouro Preto na praça da UFOF em um lindo e emocionante show…Outra coisa: aquele seu show solo com as músicas da Jovem Guarda precisa vir a Belo Horizonte.
    Abraço,
    Cândido

  9. Paula Assis
    19 junho 2010 @ 20:35

    Que bom saber que você continua a fazer parte dessa turma que faz parte da minha vida desde lá do fim dos anos 70. Que bom saber que o Boca Livre está fazendo um disco (ops!) novo. Imagino que a sua felicidade de trabalhar com seus ídolos seja como a minha de poder interagir com você nesse mundo virtual.
    Abraços

  10. Renata Santos
    19 junho 2010 @ 22:07

    Sua história é mesmo interessante, Zé.
    A música nos proporciona muita coisa boa quando cremos nela.
    Se vc está onde está é pq foi merecido.
    Publicar um livro com suas histórias? Seria mto legal! Boa sorte.

  11. zerenato
    19 junho 2010 @ 22:17

    obrigado Renata, aos poucos vou postar algumas histórias que incluirei no livro, estou animado para escreve-lo, bjs

  12. zerenato
    19 junho 2010 @ 22:18

    oi Paula, é ótimo saber que o nosso trabalho proporciona felicidade, bjs

  13. zerenato
    19 junho 2010 @ 22:19

    avisarei sim Teresa, bjs

  14. José
    20 junho 2010 @ 0:16

    Tempos modernos! Um toca-discos novo permitiu que eu convertesse um LP de vinil de 1983 para mp3; agora, maravilhas como Titicaca, Panis et Circenses ou Anima fazem parte do repertório do meu Ipod.
    27 anos separam aquele LP deste Blog, mas a admiração continua.
    Boa sorte e sucesso, sempre.
    Um abraço.

  15. Ana Luiza
    20 junho 2010 @ 8:59

    Adorei a idéia do blog ! E muito legal saber como o Boca Livre iniciou ! Essa semana comprei pela segunda vez o Cd Songboca . Deu trabalho achar mas tem um lugar aqui em SP que sempre recorro ! Mas enfim cada faixa uma emoção diferente … Emoções que … quem escuta Boca Livre entende ! Muito bom podermos contar ainda com um grupo como vocês !
    Parabéns pelo blog ! E muitoooo obrigada pelo presente que você nos dá a cada momento , sendo com o Boca , com Renato Braz …. solo …. Obrigada de coração !

  16. Monica
    20 junho 2010 @ 13:17

    Zé que delícia saber dessas histórias!!!! Conheci o Boca em 1981 no meu aniversário de 15 anos e desde então me apaixonei. Mas como disse alguém aí em cima, sua voz sempre me encantou no meio de tantas outras perfeitas. Em Desenredo isso fica tão claro… Ponta de areia tb. Zé, a música sempre foi meu melhor prazer, tenho vários artistas que admiro, mas igual a voce, não há. Posso ouvir um milhão de vezes sua voz, que a cada uma delas vou me emocionar profundamente. Obrigada. Um beijo e tudo bom pra voce!
    Que luxo poder ler e escrever para voce! Que delicia poder colocar meu afeto pra voce!

  17. soraya ruffo
    20 junho 2010 @ 18:08

    zé renato, sempre fotos por favor ta?

  18. Elecy
    20 junho 2010 @ 23:21

    Meu gosto musical foi basicamente moldado pelo Boca Livre,com quem me identifiquei de imediato desde que o conheci ,em minha adolescência.
    Amor à primeira audição,que se renova a cada show,CD e ,eternizado no fabuloso DVD…o Boca consegue conciliar maravilhosamente composições + interpretações,com identidade única e inegociável!
    Tenho orgulho e plena consciência em dizer:sou fã incondicional do Boca Livre!
    Vida longa aos Dom Quixotes da boa MPB!

  19. Démerson Dias
    21 junho 2010 @ 2:11

    Estimado Mestre, em primeiro lugar parabéns pela coragem. Blog é tanto responsabilidade quanto risco. A estréia não poderia ser menos oportuna. Essa cena do Momento Quatro realmente está imortalizada. Perdão por não me lembrar do Cantares. Comigo o milagre se deu em “Toada”, apesar de “Quem tem a viola”. Que luxo o Boca Livre! Que este novo desafio atenda às suas expectativas. Nós já estamos viajando. Abração.

  20. zerenato
    21 junho 2010 @ 18:22

    oi Démerson, o Cantares foi o grupo que participei antes do Boca Livre, entre o integrantes estava o Juca Filho que é meu parceiro nessas canções citadas por você
    abraços

  21. zerenato
    21 junho 2010 @ 18:23

    muito obrigado pela mensagem Elecy
    bjs

  22. zerenato
    21 junho 2010 @ 18:26

    sempre não garanto mas vou tentar colocar fotos aos poucos ok? bjs

  23. zerenato
    21 junho 2010 @ 18:27

    oi Monica, obrigado pelo comentário, vai ser um prazer trocar idéias com vocês, bjs

  24. zerenato
    21 junho 2010 @ 18:29

    oi Ana Luiza, obrigado e seja bem vinda ao blog. O Songboca infelizmente teve uma edição limitada mas temos todo interesse em fazer nova edição assim que possível, bjs

  25. zerenato
    21 junho 2010 @ 18:31

    pois é José, tempos modernos nos dão essa chance de trocar idéias e saber um pouco mais do resultado do nosso trabalho, bem vindo ao blog, abs

  26. Alan Romero
    21 junho 2010 @ 20:18

    Salve, Zé! Parabéns pela iniciativa de fazer o blog. Já estreou com pé direito. Muito legal ler a história do Boca Livre contada na primeira pessoa. Lembro bem que cheguei a ouvir o Cantares no rádio. Mas paixão mesmo foi quando comprei o primeiro LP do Boca. Aquilo foi um acontecimento que marcou a nossa geração. E permanece um dos meus favoritos de sempre.
    Abração

  27. Gisele
    21 junho 2010 @ 20:57

    Eu, como fãzona desde os primeiros discos, os primeiros shows estou adorando ler a história contada por vc! Continue!!
    Abs

  28. Olivia
    21 junho 2010 @ 22:10

    Maravilha um blog do Zé Renato, para mim uma das mais belas vozes da nossa MPB. Tenho todos os discos do Zé Renato, sempre que posso vou ao Rio de Janeiro quando tem show em cartaz. Uma pena que em nosso país o grande público não tenha acesso a obra do ZR, ele era para tocar no Rádio dia e noite, em qualquer estação e frequencia. Triste Brasil…Mas eu continuo ouvindo e divulgando a tantos quanto possa, sempre. Sucesso, Zé Renato.

  29. zerenato
    21 junho 2010 @ 22:20

    oi Olivia, obrigado pela mensagem, vamos em frente, bjs

  30. zerenato
    21 junho 2010 @ 22:21

    valeu Gisele, seja bem vinda ao blog, bjs

  31. zerenato
    21 junho 2010 @ 22:24

    caro Alan, obrigado pela visita, aos poucos vou postar algumas histórias como essa e outras mais recentes, abs

  32. Olivia
    22 junho 2010 @ 11:36

    Uma sugestão: O Site de Zé Renato poderia fazer uma chamada, na capa, para o Blog, mais pessoas ficariam sabendo da sua existência, abraços e vida longa ao Blog.

  33. Tommy Beresford
    22 junho 2010 @ 12:59

    Seja bem-vindo ao mundo blogueiro !

    Grande abraço
    Tommy
    http://musicamagia.wordpress.com/

  34. Luiz C. Salama
    22 junho 2010 @ 13:08

    E eu ainda tenho o LP independente comprado com um cara que agia quase como um traficante… naquela bolsa de lona tinha “A Barca do Sol”, Boca Livre”, “Antonio Adolfo” e “Flor de Cactus”…

    Lembro de 1 show (acho que foi em 80 ou 81, na concha acustica da UERJ, que vcs ficavam olhando pra cima achando que a marquise podia desabar. Boca e MPB4… citando Lilico: “tempo bom, não volta mais, saudade….”

  35. zerenato
    22 junho 2010 @ 14:53

    oi Luiz, desses só me restou mesmo o do Boca. Esse show com o MPB4 foi emocionante, abs

  36. zerenato
    22 junho 2010 @ 14:54

    oi Tommy, obrigado pela mensagem, abs

  37. zerenato
    22 junho 2010 @ 14:54

    boa sugestão Olivia, estamos providenciando, abs

  38. Marta Duarte
    22 junho 2010 @ 18:08

    A primeira vez que conversei com vc, foi mais ou menos no tempo dessa foto … muito lindo!
    Coloque mais fotos … rsrs

  39. lizzie bravo
    22 junho 2010 @ 20:23

    querido amigo, que bom ler o seu blog! sou suspeita pra falar – você bem sabe o quanto eu amo o boca livre! beijos

  40. Ana Luiza
    22 junho 2010 @ 23:33

    Oi Zé … dicas … coloque vídeos também … Tem um que esta maravilhoso … Você cantando A Hora e a Vez no programa Arrumação do Saula Laranjeira , em 1988 … Esta disponível do You Tube … Beijocas

  41. zerenato
    22 junho 2010 @ 23:41

    aos poucos incluirei sim, bjs

  42. zerenato
    22 junho 2010 @ 23:46

    oi querida, tá sendo ótimo esse exercício de escrever as histórias e ainda bem que você faz parte delas, bjs

  43. Marta Duarte
    23 junho 2010 @ 0:39

    Simplesmente adoro a foto que está na página do meu twitter, me remete à simplicidade e breijerice do Boca Livre.
    Desejo muito ver outra apresentação do grupo, mas infelizmente Fortaleza fica fora do circuito principal dos bons shows, o que acho uma pena!
    Tenho que me contentar com cds, dvds e saber notícias de vcs apenas pela internet.

  44. Rita Souza Costa
    23 junho 2010 @ 7:33

    Como é bom termos mais um espaço que nos aproxima, poder acompanhar além dos cds, dvd e shows este grupo tão talentoso e seu trabalho solo Zé Renato é divino. Sucesso em tudo o que fizeres, para nossa alegria e prazer em viver. Beijos

  45. Larissa
    23 junho 2010 @ 20:44

    Nossa, me emocionei com as palavras e com a foto.
    Vocês são preciosidades do nosso país.
    Parabéns, Zé, o blog está lindo.
    Um beijo grande e sucesso, sempre.

  46. zerenato
    23 junho 2010 @ 23:24

    obrigado Larissa, volte sempre, bjs

  47. zerenato
    23 junho 2010 @ 23:24

    oi Ruth, obrigado pela mensagem, bjs

  48. Gerson Lucas
    24 junho 2010 @ 17:53

    Nossa Zé. Que história bacana. Lembro da primeira vez que ouvi Boca Livre. Minha mãe deixava o rádio ligado na extinta Cultura FM. Era 1982 e eu tinha 7 anos (sim eu lembro, hehehe) e a música era Diana. Nem sabia do que se tratava, mas vivia cantando… Renato, quando é que o Boca Livre irá fazer um show aqui em Campinas/SP ? Um grande abraço a todos!

  49. zerenato
    24 junho 2010 @ 20:19

    Não temos previsão mas quando tivermos oportunidade iremos com prazer. Abs

  50. Carmita
    26 junho 2010 @ 19:27

    Muito bom um Blog desta categoria, comandado por ZÉ Renato, de voz belíssima. Gosto muito do Boca Livre e adorei as palavras de Zé Renato. Você escreve bem, cara. Nos brinde com novos textos e também com nividades de futuros shows, êta Brasil…só promove o que não presta, lixo cultural. O povo gosta e precida de boa música. Viva Zé Renato, Viva o Boca Livre, sempre !

  51. zerenato
    26 junho 2010 @ 21:25

    obrigado pela visita Carmita, o novo texto não é um assunto tão bacana como esse mas foi inevitável publicá-lo, abs

  52. jurandir rodrigues
    27 junho 2010 @ 9:33

    Boca >Livra, uma das histórias mais lindas da MPB

  53. Andre Tandeta
    27 junho 2010 @ 13:33

    Grande Zé!
    Até hoje,21anos depois, ainda guardo com muito carinho as lembranças daquela excursão pelo norte do Brasil.
    Foi um momento muito bacana tanto pela musica quanto pelo convivio diario com pessoas tão inteligentes,talentosas e bacanas como voce,Mauricio,Lourenço e Davi. Uma inesquecivel remandiola.
    Se,alguma hora no futuro, forem fazer audition pra bateria com certeza estarei na fila.
    Abraço

  54. Erico Baymma
    28 junho 2010 @ 6:46

    Meu caro Zé,
    Muito legal ler esta história “inédita” de como você se encontrou em sua profissão, numa forma maravilhosa que é a existência do Boca Livre em “nossa” história da música brasileira.
    É com imenso prazer que vou me colocando mais a par de todas a produções do grupo e que entendo o quão belo é o processo refinado de “pesquisador de esmeraldas” e “carpintaria de cristais” que fazem da sonoridade do Boca Livre algo tão inusitado e emocionante, quanto mais livre suas “bocas” são para dar vozes simultâneas às carreiras solo.
    Fico feliz, principalmente, por saber que, de uma maneira ou outra, o sentimento maior de amizade e respeito mútuo sejam ainda os guias desta história de indivíduos de boca livre para a vida.
    Abraços
    érico

  55. Claudio Nucci
    30 junho 2010 @ 10:11

    Coisa boa compartilhar desse post com você, querido amigo e parceiro Zé Renato e os demais participantes. Eu me lembro que quando assisti ainda morando em Campinas, aos festivais da Record e, em particular, à apresentação de Ponteio e, com meus 12 anos de idade, imaginei: “puxa, seria tão bom estar num lugar desse a cantar assim também”…Mal sabia eu que, anos depois, iria-me juntar ao Maurício e ao David, que tinham cantado com o Edu Lobo (grande incentivador do Boca Livre) e a você, que conheci no Colégio Rio de janeiro, para formarmos o Boca Livre. Viva nós!

  56. ANTONIO JOSE WAGHABI FILHO
    30 junho 2010 @ 18:34

    Grande Zé Renato, tudo bem?
    Li, indignado, esta muito estranha história de “coincidência” de pensamentos entre o seu projeto e a “posterior” campanha da Natura.
    Voltei no tempo lendo a história de como nasceu o Boca Livre e me lembrei da primeira vez que os “boquildos” e nós, do MPB4 gravamos juntos. Um coro de apoio para Edu Lobo na música Lero-lero, de Edu e Cacaso. Entre nós comentávamos:
    -O Maurício e o David eu já conheço do Momentoquatro mas quem são estes dois outros cabeludos?
    -Sei não. Parece que é um conjunto vocal novo…
    E foi a melhor coisa que nos aconteceu naquele final da década de 70.
    Gostaria de usar, se você me permitir, estes dois textos, que você escreveu, no meu programa de rádio que só fala de conjuntos vocais. Posso?
    Um grande beijo do seu irmão canário
    Magro Waghabi

  57. zerenato
    1 julho 2010 @ 1:58

    Querido maestro Waghabi Filho, é um imenso prazer receber sua visita pelo blog, to aprendendo a lidar com as palavras, com jeito vai…use a vontade os textos é um prazer. Abraços

  58. zerenato
    1 julho 2010 @ 2:02

    Salve querido parceiro Claudinho, felicidade ter você por aqui
    Beijos

  59. Vanda
    1 julho 2010 @ 9:39

    Oi Zé, que delícia poder ter este contato com vc. Adoro seu trabalho e te acompanho desde o dia que conheci o Boca no teatro Tuca. Te vi a ultima vez no Sesc com o Renato Braz, lindo show, me emocionei muito como na minha adolescencia. Muito sucesso prá vc !!! beijos

  60. Diogo Tavares
    1 julho 2010 @ 10:47

    Parabéns pelo blog Zé. Lembro daqueles primeiros shows. Que pena que projetos como Seis e Meia e Pixinguinha ficaram pra lá. Continue contando essas histórias deliciosas. Abraço

  61. Mariângela
    5 julho 2010 @ 0:01

    Zé, eu moro num estado (Alagoas) isolado, esquecido, banido da verdadeira arte. Pelo amor de Deus, quando é que eu vou poder assistir a um show do Boca??? Juro que quando houver um show aqui perto (Recife ou Aracaju) eu vou! Venham, por favor!

  62. Pitágoras Auto
    5 julho 2010 @ 5:00

    Que voz maviosa, que som cristalino este é o nosso Zé Renato que para mim não é um descamisado e sim o camisa dez da seleção de cantores e compositores desse nosso universo musical.
    Valeu Zé pelo blog e por essa estória desse grupo maravilhoso que é o Boca Livre.Força sempre!

  63. Maria Clara Borges
    5 julho 2010 @ 11:44

    Oi Zé, não sabia do blog, por isso andei escrevendo no facebook. Realmente é muito gostoso este contato com você. Várias vezes você e o Boca Livre fizeram parte da minha vida (como estou contando nas histórias de fã) e é muito legal poder contá-las para você. Beijos e que você possa continuar com o blog!

  64. zerenato
    6 julho 2010 @ 13:10

    muito obrigado pela mensagem Pitágoras, abraços

  65. zerenato
    6 julho 2010 @ 13:11

    oi Mariângela no que depender da nossa vontade iremos certamente, abraços

  66. Maria do Rosário
    6 julho 2010 @ 22:17

    Saudações, Zé Renato!

    Como tantos outros, acompanho tua carreira desde os anos 80, com os álbuns e os shows no TUCA – SP. Vocês foram uma influência muito forte para a minha geração. Vocês nos ensinaram a cantar, com arranjos preciosos, que nunca esqueci… ouço muito ainda!
    O último show teu a que assisti foi com o Renato Braz no SESC Vila Mariana, em que encontrei vários amigos e me emocionei bastante. Muito sucesso no caminho de vocês, que seus projetos e parcerias sejam iluminados.
    Um grande abraço,
    Rosário

  67. Luiz Guilherme Costa
    7 julho 2010 @ 11:00

    Zé Renato,

    Primeiro parabens pelo Blog! Depoisque bom ouvir com suas palavras um breve desabafo contra essas marucutaias de Leis de Incentivos, onde essas grandes empresas são beneficiadas e beneficiam alguns artistas de interesse deles, sei bem o que é isso! Quanto essa breve historia do Boca Livre, sou cumplice em falar alguma coisa. Conheço muito bem a historia do quarteto, onde vi e participei do ínicio do grande sucesso do grupo Boca Livre em 1978 na trajetória do Projeto Pixinguinha, onde vi com meus próprios olhos o público delirando com a técnica e a beleza das composições que vcs cantavam naqueles momentos antológicos, isso foi em 1978, junto com Edu Lobo no Teatro da Paz. Se passaram 32 anos e a música de verdade na concepção da palavra, continua na veia do Boca Livre, qualidade, técnica e beleza musical. Na época eu tinha 25 anos, hoje tenho 56 anos, mais continuo ouvindo, vendo, trazendo e me emocionando com a juventude musical impecável dos agora senhores Boca Livre… O melhor quarto vocal de todos tempo da música brasileira…
    Que Deus ainda nos faça presente de ter o previlegio de ouvir o Boca Livre durante muito tempo!

    Luizão Costa

  68. zerenato
    7 julho 2010 @ 12:23

    oi Luiz, certamente você foi testemunha desses momentos iniciais tão importantes pro grupo, abraços

  69. Fabiana
    10 julho 2010 @ 0:02

    Guardarei para sempre na memória um show no Teatro Rival, quando chorando e com os cotovelos apoiados no palco ouvi Desenredo. Vida, coração e alma – tudo misturado.

  70. Mauro Aguiar
    29 julho 2010 @ 1:17

    Fala Zé, tudo bem?

    Cara, nem sei o que dizer! Mas houve uma época da minha vida que Boca Livre era tudo! Tudo que eu tinha era isso: Colocar aquele primeiro lp e cantar quatro, cinco vezes ele inteirinho. Foi o primeiro LP que comprei na vida, é claro, num sebo que o vendia caríssimo. Já não estávamos em 79, mas em 1987. Por causa do Boca Livre entrei para o coral da faculdade de arquitetura da uFRJ, o Fau-Coral E por causa do Boca, larguei o coral quando vocês voltaram. Nós, os tenores, queríamos fazer um grupo vocal nos moldes do Boca Livre, mas faltáva-nos um Maurício Maestro. Nossos arranjos eram coletivos e intuitivos ( toscos mesmo !), mas até hoje essa fase da minha vida ficou marcada pela felicidade dos encontros e o gosto de juntar as vozes! Esse foi o início da minha caminhada musical. Por causa de vocês é que escrevo letras hoje em dia, por causa dessa semente de comunhão e beleza é que canto meus cantos por aí, um pouco envergonhado, mas feliz por estar de alguma maneira perto dos que me fizeram abrir os olhos e ouvidos para a música da maneira mais bela.
    Aliás, gostaria de lhe agradecer efusivamente a interpretação de “Homem ao Mar” com o Zé Paulo, mas minha timidez o impediu. Timidez e paralisia por estar ali tão perto do meu ídolo de juventude, eu já tão velho, e você tão novo! Não fazia sentido! Ou faz, né?
    O importante para mim agora, aqui neste espaço, é registra o quanto um trabalho sincero, feito com o coração na ponta da garganta, assim como tudo que o Boca Livre fez, pode mudar positivamente a vida de milhares de pessoas, alterar rotas, incentivar mergulhos insuspeitados… Minha prece, até hoje é ;

    Então
    senti que o resumo é de cada um
    que todo rumo
    deságua em lugar comum.
    ( e aquela fuga maravilhosa!!!!)
    ´
    Mais tarde num sebo em Madureira achei o Momento 4uatro, todo arranhado, mas comprei. E vim com ele abraçado pelas ruas do subúrbio.Colado ao peito com o coração saltitando.
    Outro fato importante é que foi graças ao amor pelo Boca Livre é que vendo um Show de Cláudio Nucci, descobri Guinga. Iluminação! Que música era aquela?! E descobri depois Zen-vergonha nas vozes de um novo Boca, mais amargurado e cínico, mas não menos belo. Crescemos!!
    Guinga hoje é meu parceiro, ( bissexto, mas é) e foi o Cláudio Nucci que me deu o telefone da clínica dele no Grajaú, para que eu fosse mostrar-lhe meus garranchos!
    Posso estar sendo prolixo, desculpe, mas eu só queria mostrar o quanto eu sou grato ao que vocês fizeram pela minha vida, pelo meu crescimento, e pelo meu ouvido é claro!
    Obrigado Zé! Precisava registrar isso.
    Um abraço forte e conte comigo para o que você quiser!!!

    p.s. Só não sou botafoguense!Rs! Meu avô era fanático, nasceu em botafogo, mas eu herdei a cruz de malta do meu pai. Hoje em dia é Cruz mesmo! Rs!

  71. zerenato
    29 julho 2010 @ 10:49

    beleza Mauro, é bom saber que o trabalho leva felicidade pra quem ouve, foi uma honra cantar a música do Zé com seus versos, abs

  72. zerenato
    8 agosto 2010 @ 2:24

    oi Jacqueline, essa gravação pertence ao novo trabalho do Boca que ainda não foi lançado, a previsão é que aconteça nesse ano ainda, abs

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Re: Boca Livre







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